
"O hábito ao inicio é como uma teia de aranha, mas logo se torna um cabo sólido." ~ Provérbio espanhol
Vamos admitir: a maioria de nós falha quando se trata manter as resoluções de Ano Novo – de tal maneira que muitas pessoas decidem não voltar a fazer resoluções.
Mas mesmo assim a maioria de nós mantem a eterna esperança de que o Novo Ano que se aproxima vai melhorar as nossas vidas, de que a mudança é possível, e que não vamos continuar presos na mesma velha rotina.
Eu estou aqui para lhe dizer que o pode fazer. É possível. Eu vou mostrar-lhe como.
Qual é o Problema da Maioria Resoluções
Embora eu adore o optimismo das Resoluções de Ano Novo, infelizmente, o entusiasmo e a esperança muitas vezes desaparecem em poucas semanas, e os nossos esforços e motivação para melhorar e mudar vão-se desvanecendo.
As resoluções de Ano Novo costumam falhar devido à combinação de algumas destas razões:
• Queremos tomar demasiadas resoluções de uma vez, e isso dispersa a nossa concentração e energia. É muito pouco eficaz tentar mudar muitos hábitos de uma só vez.
• Nós só temos uma certa dose de entusiasmo e motivação, que se esgota depressa, pois tentamos fazer muito, em pouco tempo. Empenhamos toda a energia no início e depois acabamos por perder o folego.
• Começamos logo pelos hábitos mais dificeis no início, o que torna essa mudança uma tarefa complicada, e por isso ficamos sobrecarregados ou intimidados pela dificuldade e desistimos.
• Tentamos ser "disciplinados" e trabalhar nos hábitos mais desagradáveis, mas a nossa natureza não nos permite que isso dure muito tempo. Se realmente não quiser fazer alguma coisa, não será capazes de se obrigar a fazê-lo por muito tempo.
• A vida mete-se no meio. Há coisas que surgem inesperadamente e que atrapalham a mudança de hábitos.
• As resoluções que fazemos normalmente são muito vagas – Vou fazer exercício! - Mas não têm um plano de acção concreto por detrás, e não têm técnicas de mudança de hábitos comprovadas. Isso é uma receita para o fracasso.
Há outras razões, claro, mas estas são bastante comuns e as suficientes para não conseguir ser bem sucedido.
O Método das 6 Mudanças
Então o que podemos fazer? O Método das 6 Mudanças pretende resolver estes problemas:
• Concentrar-se apenas numa mudança no hábitos de cada vez, assim a nossa energia e concentração não se dispersam.
• Implementar as mudanças de hábitos de forma gradual, para não perder a estamina.
• Começar pelo mais fácil para que não se sinta intimidado.
• Concentrar-se em fazer actividades que sejam agradáveis, para que não seja precisa "disciplina".
• Tem dois meses para fazer a mudança de hábito, por isso, se alguma complicação surgir, é apenas uma pequeno desvio na estrada. E como assumimos um compromisso público, vamos voltar ao bom caminho.
• Ter um plano de acção muito específico, utilizando técnicas de mudança de hábito comprovadas.
Se conseguir manter o método, vai-se sair muito melhor do que no passado com as resoluções de Ano Novo. Vai-se concentrar na criação de hábitos de longa duração em vez de tentar alcançar um objetivo de curto prazo que não vai durar. Vai conseguir manter o seu entusiasmo durante mais tempo, sem ficar esmagado pela dificuldade da mudança. Vai criar hábitos que vão mudar a sua vida, e isso não é pouca coisa.
O Método
Então como funciona o Método das 6 Mudanças?
É simples:
1. Escolha 6 hábitos para 2010.
2. Escolha 1 dos 6 hábitos para começar.
3. Comprometa-se forma tão pública quanto possível em criar este novo hábito em 2 meses.
4. Divida o hábito em 8 etapas mínimas, começando com um passo que seja ridiculamente fácil. Por exemplo: se quiser acordar mais cedo, o primeiro passo é apenas conseguir acordar 5 minutos mais cedo.
5. Escolha um gatilho para o seu hábito - algo que já faz parte da sua rotina que precede o hábito. Exemplos: pequeno-almoço, lavar os dentes, tomar banho, acordar, ao chegar ao escritório, estacionar o carro, chegar a casa.
6. Faça a 1ª etapa muito fácil durante uma semana, logo após o gatilho. E torne o seu progresso público (pode criar um blog para registar os seus progressos).
7. Cada semana, começe uma nova etapa, sempre um pouco mais difícil. Certamente vai querer tornar o progresso mais rápido, mas não o faça. Está a construir um novo hábito. Repita este procedimento até que tenha cumprido as 8 semanas.
Agora já tem um novo hábito! Comprometa-se com hábito n° 2 e repita o processo.
"Não importa o quão devagar vá, desde que não pare." ~ Confúcio
1.06.2010
O Guia Definitivo para Cumprir as suas Resoluções de Ano Novo
12.09.2009
Como Querer Muito Pouco
Há dois desafios que as pessoas enfrentam quando escolhem viver uma vida mais simples: possuir pouco e querer pouco. No entanto, as pessoas juntam estes dois desafios num objectivo maior " ter vida simples". Infelizmente, estes são dois monstros diferentes que precisam ser domesticados cada um da sua maneira.
Possuir pouco exige uma abordagem prática – sistematicamente eliminar o que é desnecessário na sua vida, básicamente consiste em organizar e deitar fora. Querer pouco, por outro lado, centra-se na maneira como pensamos, um aspecto muito mais obscuro da simplicidade.
Sinceramente, é difícil querer pouco. Vai contra os nossos desejos profundamente enraizados, de posse e segurança. Acabar com este apego psicológico requer mais do que seguir um processo passo-a-passo ou uma lista de táticas. É preciso uma mudança no seu pensamento, uma mudança na maneira de abordar o seu dia-a-dia e na maneira como toma decisões.
1. Tenha uma visão para sua vida. Os objectivos são instrumentos úteis para ir do ponto A para B, mas muitas vezes têm falta de profundidade, emoção e significado, e sem essas três coisas vai sentir falta de propósito e motivação.
Pense sobre o estilo de vida que quer como um todo, em vez de simplesmente se concentrar no desejo de querer muito pouco. O que quer possuir? Como vai passar o seu tempo? Onde você estará? Seja específico.
Este esquema funciona como um funil. O deesejo de ter mais pode tentar inundar a sua vida, mas se tiver claramente definido o que lhe interessa, apenas as coisas favoráveis ao seu objectivo vão passar através deste funil. Assim torna-se muito mais fácil dizer "não" a alguma coisa que sabe que não faz parte do seu propósito.
2. Encontre sua motivação. Qual é o seu motivo? Porque quer pouco? Por ser moda, infelizmente, não é motivo suficiente para saciar a sua sede por coisas. Pessoalmente, quero pouco, porque prefiro guardar o meu dinheiro para fazer grandes viagens pelo mundo, e acumular montes de roupa e sapatos não ajudam exatamente a conseguir isso.
Aqui estão algumas razões comuns:
• Poupar dinheiro - para a reforma, viajar, ajudar os filhos, etc.
• Eliminar o stress.
• Ter mais tempo livre e poder trabalhar menos, limpar menos, e arrumar menos.
Não seja minimalista só por ser. Tem de agir de forma propositada e deliberada na sua busca por querer pouco.
3. Experimente os benefícios. Não importa quantas vezes ouve os benefícios de querer pouco, ou visualiza a sua motivação com toda a intensidade do mundo, experimentar um estilo de vida sóbrio será sempre a melhor maneira de passar da mentalidade de "querer mais" para a de "querer pouco".
Existem maneiras de o fazer para além de simplesmente deitar fora tudo que tem:
• Planeie umas férias curtas, e leve o mínimo possível, incluindo qualquer tipo de tecnologia ou de acessórios de moda. Ponha na mala apenas o essencial.
• Escolha uma divisão da sua casa para transformar em uma zona não-materialista. Retire tudo o que for possível dessa divisão e arrume noutro sitio. Note a diferença na tranqüilidade quando passar das divisões normais para essa zona.
• Visite locais que são naturalmente organizados e simples. Templos budistas ou jardins japoneses vêm-me imediatamente à mente como sendo lugares minimalistas, sem nada superfulo.
4. Seja evasivo. As decisões tornam-se assustadoras quando se tornam compromisso sérios. Noutras áreas da vida ter um pouco de medo pode até ser uma boa coisa, mas é algo desnecessário e indesejável enquanto se esforça por eliminar o desejo de possuir mais - o desafio já é difícil o suficiente por si só.
Não há nenhuma linha a cruzar, nem nenhuma montanha que deve superar. É um estilo de vida do qual pode desistir a qualquer altura, uma atitude que em nada restringe a sua capacidade de escolher. Passeie pela rebentação antes de mergulhar no fundo do mar.
5. Compreender a psicologia da influência. Marketing e vendas são parte deste mundo e é uma tolice apontar o dedo a estes sectores, porque na realidadesomos todos os marketeers e comerciais - todos os meios de subsistência são alimentados por estes serviços. Mas isso não significa que se deva cair nas armadilhas e truques do marketing e publicidade.
Comece a ler sobre o tema, sobre a manipulação do marketing, compreenda a psicologia da pesuasão, e saiba mais sobre as motivações que nos levam a comprar. Arme-se com as armas dos vendedores para evitar cair nas suas armadilhas.
6. Vá passo a passo. Comece com pequenas vitórias. Esteja atento a todas as suas compras e desejos, e pergunte-se: "Isto faz parte da minha visão?" Vai tropeçar, mas isso faz parte do processo. O mundo quer que queira mais, e o mundo é um adversário forte.
Seja persistente na sua busca por menos e tente cercar-se de influências positivas - desde obras clássicas da literatura, até indivíduos que pensem da mesma forma e queiram ver-se livres da prisão do consumismo.
7. Perca-se. A compra é um processo onde nos perdemos dentro algo. Primeiro algo captura o nosso olhar, depois há o conflito interno (devemos comprá-lo?). Se nos convencemos a abdicar do nosso dinheiro, então vem a excitação de reivindicar a propriedade. Depois leva para casa o produto. E então usa-o.
É uma sequência de eventos emocionante - cheia de incertezas e possibilidades – pela qual nos deixamos levar. Mas o problema é que, na maior parte daz vezes termina com arrependimento, uma conta bancária depenada e todos os outros custos de possuir coisas.
O que precisa fazer é aprender a perder-se em actividades em vez de compras. Em vez de se entusiasmar com o lançamento do último iphone, aprenda a passar esse processo para um hobbie como a escrita, música ou desporto. Concentre-se em fazer coisas interessantes em vez de comprar coisas interessantes.
8. Compare os números. É provável que tenha uma paixão que tem despesas (como viajar ou ler) ou, pelo menos, gostaria de conseguir poupar algum dinheiro para uma altura mais dificil. Um truque simples que eu uso para evitar comprar coisas é comparar o custo dessa coisa particular, com as despesas da minha paixão.
Por exemplo, eu adoro viajar. Um bilhete de avião para uma cidade europeia custa entre 100 e 200 euros . Se eu for comprar um telémovel novo, mesmo que o meu ainda funcione, vou acabar por gastar o mesmo. Por isso eu pergunto-me "Será que um telemóvel novo vale sacrificar parte da despesa de uma viagem ao estrangeiro?" A maioria das vezes a resposta será um grande NÃO. Esta é uma boa forma de conseguir esquivar-se a fazer compras sem propósito.
Mesmo que a resposta seja "SIM", não há nada de mal nisso. Querer pouco não é ter de se privar daquilo que é importante para si, mas sim eliminar toda a desordem que vai crescendo e ocupando as nossas vidas. É eliminar aquilo que é supérfulo, que não nos faz falta.Mas certifique-se que está a ser honesto consigo mesmo e que este é o caminho que realmente deseja. Não há problema nenhum em querer ter coisas, se for isso o que o faz feliz.
12.01.2009
Natal Zen - Embrulhos Ecológicos
Para quem quer uma alternativa à quantidade obscena de papeis e caixas que se deitam fora nos dias depois do natal, aqui ficam algumas ideias para embrulhos de presentes de natal que criem menos desperdicio.
É possível embrulhar seus presentes de maneira criativa e original sem dar origem a tanto lixo. Pode fazer o seu próprio papel reciclado, utilizando jornais velhos, revistas, cartazes, mapas ou folhetos de publicidade. Esses papeis também podem ser usados para forrar uma caixa onde colocar a prenda.
Se tiver filhos, usar os desenhos das crianças como papel de embrulho é uma óptima ideia, as crianças vão adorar.
E em vez dos tradicionais laços, pode fazer enfeites com selos, flores, fitas de tecido, cordeis, negativos de fotos, autocolantes, botões, fotografias, postais, ou qualquer outra coisa. Usar decorações natalícias também é uma boa ideia, como cartões de natal, bolas para decorar a árvore de natal ou outros enfeites da época como anjos, duendes ou renas.
Uma opção mais simples é usar sacos de papel que tenha guardado ao longo do ano, tapando a marca da loja com um autocolante ou uma imagem recortada de uma revista.
Outra ideia, ainda, é embrulhar os presentes em materiais que também possam ser utilizados. Ou seja, 2 presentes em 1, o que certamente vai fazer suceso. É possível fazer um belo embrulho usando uma toalha de mesa, uma echarpe, pashimina, lenço, manta ou qualquer pedaço de tecido.
Para prender o embrulho use fitas ou fios, coloridos de preferência, ou até mesmo uma fita métrica velha. Se ainda tiver cassetes audio ou VHS que sabe que nunca mais vai usar, aproveite essas fitas. Para ser ainda mais criativo, pegue uma tesoura afiada e corra a fita ao longo da lâmina para dar o efeito ondulado.
E aproveite para guardar os restos deste ano para o natal do próximo ano. Antes de deitar os embrulhos fora, separe e guarde aquilo que puder ser aproveitado, como os laços, papeis e caixas. Arranje um sitio em casa onde possa guardar esses materiais, assim vai ter materiais de embrulho grátis o ano inteiro.
Use a criatividade, é divertido, ecológico e económico. Experimente, e tente passar a ideia para o resto da família e amigos.
Se tiver outras ideias partilhe connosco nos comentários, e ajude a divulgar esta ideia.
Um feliz natal ambientalmente mais consciente para todos!


